Oct 31

Uma seleção de programas do AUR que tenho sido feliz usando.

Navegadores:

rekonq-git – Versão experimental, com alguns lags de um navegador escrito com as kdelibs que tem sua interface inspirada no Google Chrome

chromiun-browser-bin / chromiun-browser-svn – A bem da verdade a única difirença palpável entre elas é que a SVN você compila e se conhecer o programa pode habilitar ou desabilitar funções (e gastar tempo e processador). Ambos são bem atualizados. Tipo assim, uns três ou mais releases por dia.

Multimídia

amarok-minimal-git – versão de desenvolvimento sem lastfm, mp3tunes, mtp e suporte a ipod. Se como eu, você não usa os serviços via internet e usa mp3 player menos chios de frescuras que montam como pendrives normais esse é para você.

inkscape-nognome – Versão de desenvolvimento (atualmente 4.47pre4) sem o suporte ao gnome-vfs

gimp-devel-light – Assim como o Amarok, versão sem alguns recursos menos usados. Só indico editar o PKGBUILD e retirar a parte que desabilita o Script-fu e o Poppler para ativar os scripts e a exportação em PDF.

Redes sociais

choqok-svn – cliente twitter e identi.ca com encurtador e desencurtador de URLs, pesquisas avançadas, “ouvindo agora” e outras coisinhas mais.

blogilo – Cliente de blogs que se chamava Bilbo. Aliás até o executável ainda chama bilbo. Como única reclamação que tenho é que ele não cria categorias no wordpress.

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Oct 30

Recentemente migrei para o Arch Linux 64 bits.

Curiosamente foi também a primeira vez que deixei a preocupação com a segurança de lado e usei o yaourt. Esse artigo dá uma visão geral da instalação, ferramentas e etc.

Não é um tutorial para iniciantes. Mas sim impressões sobre o sistema voltados para outros usuários do sistema.

Sistema Base

Como sempre nada foi configurado para mim. Esqueci de iniciar o Hal antes de iniciar o X pela primeira vez e tive que rebotar pelo botão. O X.org atual reconhece teclado e mouse a partir do hal, portanto sem iniciar esse serviço é impossível sair de um ambiente gráfico travado.

Dica:

Quem inicia o gerenciador de login como daemon no rc.conf pode ter que editar o arquivo via livecd ou outra distribuição. É por isso, por exemplo, que se recomenda usar o inittab

Atualmente carrego no boot apenas os daemons syslog-ng network alsa dbus e hal, o que me garante um sistema rápido e eficiente.

A arquitetura i686 dá um ganho sensível de eficiência e velocidade em relação à i386 do Debian/Ubuntu, mas não há um ganho tão grande em relação a distribuições que usam i586 como Mandriva ou SUSE. Porém do i686 para x86_64 existe um ganho palpável. Não mensurável objetivamente. Mas percebe-se que o sistema fica mais fluido.

Os tais registradores de 64 bits ao que parece são usados para aplicações com grande fluxo de dados como gráficos e multimídia gerando um desafogamento do processador.

Tive problemas para configurar o layout de teclado no novo X.org como muita gente e com a geração de locales

Dica:

Além de definir os locales no rc.conf é preciso descomentar suas linhas no arquivo /etc/locale.gen e depois rodar como root locale-gen para que tudo funcione bem.

Ferramentas:

Pacman e repositórios.

O pacman é ótimo. Mas nem tanto. É preciso se acostumar com suas opções e memorizar coisas como pacman -Scc para limpar o cache.

Um exemplo claro de falha na resolução de dependências desencotradas é que logo depois da instalação ele aponta que o pacote linux-util-ng conflita com o e2fsprogs e que este será removido. Qualquer um que saiba algo sobre esse último se recusa a removê-lo. O problema se resolve facilmente atualizando o e2fsprogs, que curiosamente exige a atualização do linux-util-ng (vai entender).

às vezes tenho a impressão de que estou instalando coisa demais e me dá vontade de usar Gentoo e poder instalar o KDE sem instalar o samba ou o mysql, mas lembro da dor de cabeça que é atualizar um Gentoo e desisto.

Os repositórios são pequenos e não tem tudo que você imaginar. E nem precisam. O sistema te incentiva a construir PKGBUILDS e instalar através do source com o controle de dependências do pacman. Mas sinto falta de mais clareza quanto a onde está o tutorial para fazer PKGBUILDS na wiki do projeto.

O AUR tem praticamente de tudo. Os mais atualizados, sombrios e marginais pacotes podem ser achados lá. Inclusive coisas altamente instáveis e experimentais.

Encontrei lá plasmoids que não ia achar em lugar mais nenhum do universo. O snapshoot do Google Chrome, as versões svn com recursos novos de programas que eu uso como o choqok e versões com flags de compilação que desabilitam funções incomuns ou menos úteis, etc.

Mas há um defeito. A maior parte dos PKGBUILDS do AUR não funciona de primeira sem o yaourt. Eles tem uma parte do código que não funciona com um simples makepkg.

Por outro lado o yaourt é um excelente programa que unifica a instalação de aplicativos, já que ele instala programas tanto no AUR quanto nos repositórios. E ele pode ser rodado como usuário comum te perguntando a senha do root apenas na hora de instalar o pacote.

É trabalhoso instalar pacotes pelo AUR quando eles dependem de outros pacotes do AUR. O yaourt resolve isso, mas é cansativo ler os scripts de cada uma das dependências. Mas menos, muito menos que baixar os PKGBUILDS, e editá-los para que funcionem sem o yaourt.

Rodando o sistema padrão (KDE 4 com composição via kwin, amarok tocando música, Chrome com umas dez abas abertas, Bilbo blogger aberto bem como Choqok e compilando o gimp em segundo plano) uso 860M de memoria e 100% de processador, mas sem engasgos e com tudo fluido.

Meu processador é um Celeron 1600 Mhz EMT64 de um único núcleo. por experiência própria, em i686 tenho que escolher entre compilar um código e ouvir música.

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Oct 23

Recentemente descobri um site chamado Open Source Watershed.

Ele reúne informações sobre a atualizações de softwares em distribuições e as maneiras como elas lidam com versionamentos.

Uma primeira parte do estudo está pronta em uma apresentação, mas certamente ainda há muito a se descobrir nesse campo novo da “distrologia”.

São acompanhadas mais de 99 mil pacotes de 10 distribuições em seus releases normais e futuros e avaliado o seu grau de atualização e o lag médio.

É um sistema muito rápido. Ontem a noite quando entrei Debian e Ubuntu estavam 95% desatualizadas e hoje estão 100%.

É caro que á a disputa atualização X estabilidade, e certamente não usaria o campeão de atualizações (Arch) em um servidor de missão crítica, mas estou muito feliz com ele no desktop

Fica a dica para quem quer se atualizar.

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Oct 21

Gosto muito de música como quase todas as pessoas da face da terra.

Mas gosto igualmente de Software Livre, Crative Commons e outras coisas assim.

Hoje passeando pelo Jamendo descobri dois artistas que realmente valem a pena.

Os Irreversíveis

  

Milena Torres

  

Fica a dica

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Oct 19

Sempre tive problemas para fazer o Firefox ficar com a aparência do KDE. A solução então sempre foi fazer as aplicações GTK usarem um tema próprio (notadamente Industrial).

Mas desde que troquei o gtk-qt-engine padrão e amplamente conhecido pelo GTK-KDE4 as abas do Firefox finalmente se comportaram e ficaram quietinhas no tema Oxygen.

Então aqui vai a dica, substitua o gtk-qt-engine pelo GTK-KDE4 e seja feliz.

Se usa Arch Linux:

pacman -S gtk-kde4

Se usa alguma outra distribuição vá na página do projeto, descarregue o código e compile ou tente a sorte com a versão binária que é distribuída e me diga nos comentários se funcionou.

OBS:

Caso não funcione, out of box sua configuração é na aba Aparência do systemsettings.

Se já tem o gtk-qt-engine instalado recomendo que desinstale. não experimentei, mas não acho que os dois programas devem conflitar.

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Oct 17

Recebi esse comentário sobre uma dúvida que tive ao fazer um programa (que aliás ainda está sendo feito). Estou atualmente aprendendo QT e para isso estou fazendo um catálogo de Fichas de RPG. Naturalmente tive dúvidas e postei em fóruns. E fui respondido rápida e solicitamente. Mas ao entrar em detalhes sobre o que exatamente estava querendo fazer o macaco velho me sugeriu um método canônico mais simples do que “tocar minha orelha direita com o pé esquerdo”.

Sim, o que eu queria fazer não era nada comum. Era aproveitar a integração com o WebKit para ao invés de construir um formulário com os campos que a ficha tem e armazenar os resultados em um banco de dados, fazer a ficha em uma página HTML, e capturar os valores do formulário.

O ponto é, dá certo. Está funcionando. Deu bastante trabalho descobrir como fazer, mas valeu a pena. O programa captura os valores da ficha independente de qual ficha seja, quantos campos tenha. Inegavelmente é mais simples fazer uma página HTML que um script em QT Script ou ou um formulário tradicional. Posso adicionar funcionalidades à ficha com javascript sem precisar alterar em nada o meu programa como por exemplo cálculos automáticos e drag and drop. Além da maior facilidade de embelezamento da mesma com imagens, css, etc.

Estou escrevendo esse artigo para falar que existem benefícios em não seguir os métodos canônicos. que a criatividade deve ser pesada. Qual o benefício de fazer um contorcionismozinho? Qual a vantagem de se levar o código onde não se tinha pensado ainda? A criatividade tem um custo em café, neurônios e horas. O benefício vale a pena?

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Oct 15

Mesmo tendo instalado o Gears no Wordpress ainda me parece uma perda de tempo acessar o site. A localização de rascunhos não é a coisa mais simples do mundo e a formatação e correção rotográfica é pouco responsiva em comparação com um programa normal.

Então procurei um bom cliente de blog. como podem ver pelo tema do site uso KDE, portanto a escolha natural é algum em QT ou KDE. E encontrei o Bilbo Blogger, ou melhor Blogilo, como passou a se chamar há tão pouco tempo que a minha barra de título ainda está com o nome do hobbit escrito nela.

Consegui configurar facilmente os blogs através do seu domínio, usuário, senha e um maravilhoso botão “Auto Configure” que faz todo o trabalho sozinho.

Ele armazena os arquivos de cada blog separadamente, e dá acesso a rascunhos que estejam no servidor e a posts já publicados. Para se escolher o blog a ser trabalhado se usa um drop down no topo da tela. Permite publicar o post no servidor ou colocá-lo como rascunho.

Mas falemos do defeitos, já que são tão importantes quanto a rapidez, praticidade e eficiência do mesmo.

Ele não faz upload de imagens no Blogger e não permite redimensionar as imagens manualmente depois de inseridas. Só digitando-se o tamanho ao inseri-la ou pelo código HTML.

Além disso não é capaz de criar categorias, o que vai me obrigar a entrar no Wordpress, criar uma categoria e só então postar essa mensagem. Além disso não tem recursos para agendar posts, coisa que muita gente usa.

Apesar disso é através dele que pretendo blogar daqui por diante.

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Oct 15

Para quem não sabe, pacotes delta são os pacotes que ao invés de conter todo o programa tem apenas as partes alteradas. Um patch de binários.

Já usam pacotes delta há muito tempo o openSUSE e há pouco tempo o Fedora.

O que pouca gente sabe é que existe um meio de usar esses pacotes que economizam tempo de download no Debian.

O pacote para isso é o debdelta

# apt-get install debdelta

# apt-get update

# debdelta-upgrade

# apt-get upgrade

Caso se queira atualizar um software específico se pode fazer:

# debdelta-upgrade nomedopacote

# apt-get install nomedopacote

O debdelta-upgrade se rodado como root armazena os pacotes em /var/cache/apt/archive, caso rodado como usuário normal armazena em /tmp/archive

E o resultado disso?

atualizei o openoffice.org do squeeze para o sid e o resultado foi esse:

miraclebox:/# apt-get upgrade
Lendo listas de pacotes… Pronto
Construindo árvore de dependências
Lendo informação de estado… Pronto
Os pacotes a seguir serão atualizados:
gvfs libvolume-id1 openoffice.org openoffice.org-base openoffice.org-base-core
openoffice.org-calc openoffice.org-common openoffice.org-core openoffice.org-draw openoffice.org-filter-binfilter openoffice.org-help-pt-br openoffice.org-impress  openoffice.org-kde openoffice.org-l10n-pt-br openoffice.org-math openoffice.org-officebean openoffice.org-writer python-uno samba-common smb4k smbclient smbfs vcdimager
23 pacotes atualizados, 0 pacotes novos instalados, 0 a serem removidos e 8 não
atualizados.
É preciso baixar 127/127MB de arquivos.
Depois desta operação, 7533kB adicionais de espaço em disco serão usados.
Você quer continuar [S/n]? n
Abortar

miraclebox:/# debdelta-upgrade
[...]
Delta-upgrade statistics:
download deltas size 41.0M time 502sec speed 81.6k/sec
patching to debs size 89.2M time 252sec speed 353k/sec
download debs size 10.8M time 152sec speed 70.4k/sec
total resulting debs size 99.9M time 689sec virtual speed: 145k/sec

miraclebox:/home/epidemic/Desktop# apt-get upgrade
Lendo listas de pacotes… Pronto
Construindo árvore de dependências
Lendo informação de estado… Pronto
Os pacotes a seguir serão mantidos em suas versões atuais:
scrollkeeper sysv-rc update-inetd wicd x11-common xorg xserver-xorg yelp
Os pacotes a seguir serão atualizados:
gvfs libvolume-id1 openoffice.org openoffice.org-base openoffice.org-base-core
openoffice.org-calc openoffice.org-common
openoffice.org-core openoffice.org-draw openoffice.org-filter-binfilter
openoffice.org-help-pt-br openoffice.org-impress
openoffice.org-kde openoffice.org-l10n-pt-br openoffice.org-math
openoffice.org-officebean openoffice.org-writer python-uno
samba-common smb4k smbclient smbfs vcdimager
23 pacotes atualizados, 0 pacotes novos instalados, 0 a serem removidos e 8 não
atualizados.
É preciso baixar 27,9MB/127MB de arquivos.
Depois desta operação, 7533kB adicionais de espaço em disco serão usados.
Você quer continuar [S/n]?

Resumindo.

Foram baixados 40 MB de pacotes delta a 81,6 K/s, somando ao tempo gasto para aplicar os patches e somando o tamanho final dos pacotes seria como se eu tivesse baixado os pacotes a 145 K/s. Porém nem todos os pacotes que eu precisava instalar tinham deltas disponíveis, portanto dos 127 MB originais ainda tive que baixar 27,9 do modo normal.

Ou seja, baixei um total de 67,9 MB ao invés dos 127 iniciais.

IMPORTANTE

Por derivados entenda-se derivados de Debian, mas não se inclua o Ubuntu. O debdelta baixa pacotes de um repositório italiano que até onde eu sei é construído a partir dos repositórios Debian. O pacote debdelta existe no Ubuntu, mas desconheço a existência de qualquer repositório de deltas para o Ubuntu e usar essa dica causa os mesmos problemas que adicionar os repositórios Debian no Ubuntu.

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