Nov 24

O Mandriva é uma distribuição linux poderosa, estável, leve e fácil de usar. Reconhece facilmente o hardware, durante a instalação se prontifica a remover os pacotes referentes ao hardware não usado com o intuito de deixar o sistema mais limpo.
O Mandriva tem um centro de controle unificado muito bem organizado e mais do que isso, muito completo e poderoso, ao mesmo tempo que simples de ser entendido por leigos. Nesse centro de controle ao acessar uma opção não instalada o sistema lhe avisa da necessidade de instalar programas e oferece a instalação na hora.
O assistente de configuração de rede é abrangente a ponto de perguntar se quer montar compartilhamentos SMB, criar um proxy e outras opções avançadas que ou ficam esparsas no painel de controle (SUSE) ou não existem (Ubuntu).
Não rodaria o Mandriva em um servidor, apesar do firewall com notificações no tray, mas com certeza é uma escolha melhor para o desktop que o Ubuntu que nessa versão veio com problemas nos driver de vídeo intel, numa anterior o som sumia ao atualizar o sistema, e assim por diante.
Os únicos problemas que tive no Mandriva instalado aqui foram causados por um módulo de memória defeituoso e já foram resolvidos.
Das grandes distribuições com certeza recomendaria para iniciantes o nosso amigo franco-brasileiro bem menos problemático que o derivado de Debian.
Só me espanta que as duas distribuições que mais se adéquam à migração de ambientes Windows são tão pouco conhecidas no Brasil. Mandriva para leigos e openSUSE para usuários avançados.
Mas se continuar vou acabar falando do SUSE e isso é assunto para outro dia.

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Nov 24

Originalmente publicado em 30 de junho de 2009

É interessante fazer essa pergunta em um momento de revitalização do projeto como esse. O KDE ganha (e reconquista) adeptos com sua versão 4.2.X excelente e provavelmente continuará seu ciclo virtuoso com a 4.3.X e assim por diante.
Mas existem dois fatores importantes para avaliar o futuro do KDE.

  1. Licenciamento do QT em LGPL.
    Com essa medida desenvolvedores foram atraídos já que o framework pode ser usado para projetos comerciais.
  2. Riqueza do framework QT a partir da versão 4
    Antigamente se via uma diferença clara de qualidade entre aplicativos QT e aplicativos KDE. O QT era muito mais pobre e limitado. Atualmente não mais

Antes era incomum encontrar aplicações ricas em recursos e agradáveis ao olhar escritas em QT, hoje a situação começa a mudar. Aplicações KDE ainda são via de regra mais poderosas que as QT, mas podemos classificar o poder as aplicações KDE4 como overkill. Plasma, geolocalização, solid, composição, nepomuk, etc são mais do que se espera de um ambiente desktop, mais do que se espera de uma aplicação. O KDE 4 está abrindo fronteiras e desbravando terrenos, o QT é mais tradicional, mas não passa mais a imagem de pobreza. A prória aparência do QT é mais agradável agora uma vez que temas KDE como o Bespin ou Oxygen são também temas do QT.
Procurando aplicações QT puras encontramos por exemplo o Cuberok, que não consegue competir com o Amarok2, mas está no páreo de Exile, Listen e Amarok 1.4.
Se o Konversation ainda não deu as caras, apareceu o Quassel que em nada fica devendo.
Na falta de plasmoids simplesmente se cria uma nova engine de gadgets, a Kludget.
Sem uma solução de PIM integrada como o Kontact/Akonadi, mas com um programinha legal chamado qOrganizer. Um cliente único de download para http, ftp, torrent, rapidshare, youtube, etc, o Fatrat.
Todos nós conhecemos o Psi, talvez até o qTwitter, mas de projetos ambiciosos como o qxhtmledit, que me pareceu um editor web wysiwyg mais competente que o Komposer/NVU até coisas simples e lindas como o Picturewall que permite navegação visual das imagens do computador.
Sem contar projetos antigos e razoavelmente desconhecidos como o Mantools (Mandvd, Manslide e Manencode) que é a melhor opção para iniciantes na área de projetos de vídeo caseiros e MyMediaPlayer que me pareceu bem mais leve que o Elisa quando instalei.
E pra completar, a cereja do bolo, Antico, um gerenciador de janelas QT em fase inicial de desenvolvimento e Arora, um browser que usa a engine do webkit.

Mas essa lista toda tem que ter um motivo…
Bem o motivo é falar que o QT está ganhando importância diante do KDE. Uma importância que antes não tinha. Uma aplicação QT é menos integrada, mas exatamente por isso mais fácil de distribuir. os 30 MB do framework QT e todas elas funcionam. Enquanto uma KDE vai precisar de uns 300 só apra as dependências.
Assim como aplicações GTK há algum tempo atrás tomaram de assalto outras plataformas como por exemplo GIMP e Firefox, podemos ver esse movimento com o QT no futuro. Já é praticamente possível construir uma distribuição baseada em aplicativos QT. Quase todos ainda novos e carecendo de maturidade, mas bastante usavies e funcionais.
O futuro do KDE provavelmente vai ser continuar na vanguarda inovando e garantindo o direito de se chamar de “most powerful desktop enviroment”. É claro contribuindo para o framework QT, como por exemplo foi o phonon que foi assimilado depois de ser criado no KDE.
O que fica cada vez mais claro para mim é que cada vez mais desenvolvedores vão potar por manter suas aplicações usando apenas as biblioteas QT, e as aplicações KDE vão cada vez mais se resumir às oficiais (ou semi oficiais), ao contrário do que ocorria anteriormente.
Não que isso seja ruim para o usuário do KDE, já que as aplicações QT se integram perfeitamente ao ambiente.
E de modo algum para o próprio KDE.
Garante aplicativos de terceiros integrados ao sistema e programadores com conhecimento sobre a base de sua API.
Naturalmente em termos de marketing também é uma boa um crescimento das aplicações QT.
É apenas o começo. Vejamos no que que dá.

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Nov 24

Post originalmente publicado em 30 de junho de 2008 que ainda posso vir a precisar mandar para alguém

Enviei uns selos e etc, mas algumas pessoas tiveram dificuldade em adicionar os selos em seus respectivos blogs…

Por isso vou atender ao pedido do ditado popular e desenhar… um guia ilustrado de adicionar selos e botões em blogs do Wordpress e Blogger.

Mas antes qual a diferença entre selo botão?…

À esquerda tem um botão da campanha Quixote de coração e alma. Ele tem um link que remete para uma página, assim como os botões das campanhas alí à direita.
Ainda à direita você tem um selo que recebi da Maíra do Paradoxalmente ser. Não tem link para lugar nenhum…
Um selo é um presente, uma condecoração, uma medalha… Um botão faz propaganda de um site e em o link para a sua origem… (Se bem se espalharem a bandeira de Quixote sm o link eu não me incomodo nem um pouco…)

Wordpress

Vá na aba “Design” e dentro dela em “Complementos“:

Após isso encontra na coluna da esquerda um elemento de texto e adicione-o:

Dentro desse elemento que vai aparecer na coluna da direita coloque o código é é muito simples:

<a href=”LINK”><img src=”Endereço da imagem” width=”100%” /></a> Para botões e:

<img src=”Endereço da imagem” width=”100%” /> Para selos.

O Atributo width define a largura da imagem… você pode definir em pixels (100, 200, 756, etc.) ou em porcentagem. Se usar 100% ela vai ocupar a maio área possível dentro da coluna.

Depois de adicionada não se esqueça de salvar as alterações…

Após isso é necessário salvar as altrações de novo, mas dessa vez da página, e não do widget:

Ponto.

Blogger:

Escolha a opção “Layout” e escolha “Adicionar um Elemento de Página“:

Na janela que abre escolha “HTML/JavaScript” (Note que existe uma opção “Imagem” que é mais prática para selos e para imagens que você tenha no seu computador. Essa opção é a mais adequada para botões)

Na janela que vai abrir coloque o código é é muito simples:

<a href=”LINK”><img src=”Endereço da imagem” width=”100%” /></a> Para botões e:

<img src=”Endereço da imagem” width=”100%” /> Para selos.

O Atributo width define a largura da imagem… você pode definir em pixels (100, 200, 756, etc.) ou em porcentagem. Se usar 100% ela vai ocupar a maio área possível dentro da coluna.

Salve as alterações.

Pronto.

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Nov 24

Post publicado originalmente em 6 de maio de 2008

Vamos lá que ainda não comentei esse novo lar. muito menos a maratona que foi necessária para fazer essa migração.

O Cacos de mim está hospedado no Sapo, que é um provedor português que usa como plataforma de blogging uma versão customizada do Live Journal. O problema é que ele não tem a ferramenta de exportação de conteúdo do Live Journal e quando eu entrei em contato com o servidor ele disseram que iriam me prover o arquivo, mas nunca entregaram.

Como já estava com quase duzentos posts, copiar manualmente não seria uma opção. Então toca a criar uma maneira.

A minha solução foi baseada em feeds RSS. Não fosse isso nada mais me restaria a não ser uma lenta, tediosa e repetitiva cópia manual.

Mas aí começam os problemas, porque  se simplesmente salvasse os feeds do blog teria apenas os últimos 25 posts. A minha sorte é que já há bastante tempo eu era assinante dos meus próprios feeds. E ainda bem que através do Google Reader, porque os leitores offline armazenam o conteúdo dos feeds em arquivos binários na maioria das vezes, e converter isso para XML  de novo depois é algo que não faria ideia de como fazer.

Mas bem… Como então fazer o download dos feeds armazenados no Google Reader? Não fazia ideia.

Horas de pesquisa e tentativas frustradas depois….

Descubro no Google Opreating Systen que é só usar a seguinte URL:

http://www.google.com/reader/atom/feed/URL_DO_FEED?r=n&n=NÚMERO_DE_ITENS

Beleza!

Consegui baixar todo o histórico do blog em um arquivo XML que pode ser importado para o Wordpress, certo? Errado. Começando. Só o Wordpress instalado em um servidor próprio importa RSS, não o blog obtido com o registro no Wordpress.com

Mas isso é fácil de resolver. É só achar um servidor grátis com PHP e MySQL e instalar o Wordpress. Exstem dezenas deles e dezenas de tutorias para instalar o Wordpress. Não vou entrar em detalhes sobre isso.

Mas aí, mais um obstáculo, porque se tudo funcionasse não teria graça contar a história e eu faria apenas um tutorial.

O Wordpress importa apenas feeds RSS, e o google produz Feeds ATOM. Qual a diferença entre eles? Várias, mas apenas no código. Para nós, pobres mortais que só queremos usar o produto é a mesma coisa.

E para mim que tinha todo o conteúdo em um arquivo que não conseguia importar para o Wordpress, importava e muito.

Procurei maneiras de converter o arquivo ATOM para RSS. Não achei.

Hospedei o arquivo no servidor e procurei um serviço que convertesse feeds. Do Feedbuner a outros desconhecidos, nenhum funcionou (o FeedBurner, porque só trabalha com Feeds de até 500KB)

O único que fez o trabalho foi o atom2rss converter. Mas lembre-se. Você precisa hospedar o arquivo em algum lugar e depois indicar o link para ele.

Aí então, tudo certo.

No meu servidor gratuito consegui importa o arquivo que agora era RSS apenas para exportá-lo para um formato que o blog hospedado no Wordpress.com pudesse importar. No caso a melhor opção é exportar como wodpress mesmo.

O que me deu outro arquivo XML com o mesmo conteúdo e diferença só no código.

Mas esse foi possível importa aqui no quixotesco.

Mas para que além de sair de um serviço obscuro de hospedagem sem ferramentas de migração serve esse tutorial?

Bem… por volta dessa época a Dai perdeu o conteúdo do blog dela que era do Wordpress hospedado em um servidor próprio. E eu era assinamte do antigo blog dela também. Ao mesmo tempo que fazia isso com o meu conteúdo fiz com o dela. E já entreguei para ela o arquivo que ela pode importar no novo blog dela.

E posso afirmar com segurança depois de muito quebrar a cabeça tentando criar um método para fazer o que fiz que o Google Reader é uma excelente ferramenta de backup para blogs, ou outros sites que publiquem seu conteúdo em RSS. Que através desses passos é possível importar para o Wordpress qualquer conteúdo que se tenha em RSS.

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Nov 24

A comunidade brasileira de software livre é um tanto fechada (talvez até grosseira) quando aparece uma nova distribuição. Se essa distribuição for um reempacotamento então é quase melhor deixar de divulgar e portanto deixar de receber tantas críticas ferozes.
Se depender dos comentários que lemos pela internet, seria melhor se houvesse no máximo dez distros grandes e as pequenas simplesmente não fossem criadas.
Particularmente acho essa postura infantil, e argumento por argumento quero explicar esse ponto de vista.

1 – A diversidade de distros afasta o usuário iniciante.
Acho que a campanha do Mac que fala mal das versões do Windows faz mais efeito do que devia. A diversidade de distros na verdade garante que o usuário possa encontrar o seu sabor favorito, ou ter um sistema adequado às suas necessidades. Se é um iniciante sem conhecimento técnico para personalizar o sistema, conseguir um sistema já personalizado garante que ele vá ingressar no universo Linux. Neodizinha voltada para máquinas antigas, Dreamlinux, voltada para designers, Big Linux, Kurumin e Kalango, verdadeiras escolas ou soluções prontas.
A diversidade garante ao usuário a chance de encontrar uma distribuição que atenda às suas necessidades. Afirmar que as distros pequenas não deveriam existir é afirmar que as grandes atendem plenamente todos os usuários, o que sabemos que não é verdade. Não existe solução perfeita para todo mundo.

2 – O excesso de distribuição prejudica o desenvolvimento
Sempre aparecem os que dizem que é melhor contribuir para as grandes distros. No entanto, as grandes distros, por causa de seu tamanho precisam de mecanismos democráticos para assimilar novas funcionalidades, onde a contribuição do desenvolvedor pode simplesmente ser recusada. As pequenas distros são laboratórios para o desenvolvimento de tecnologias que no futuro podem ser adotadas globalmente. Ao incluir sua tecnologia em uma pequena distro onde há menos probabilidade de incompatibilidade com outros recursos e menos interferência externa sobre seu trabalho o desenvolvedor ganha liberdade para levar sua ideia adiante.
Exemplos de distros nacionais que desenvolvem tecnologias são Epidemic Linux, que tem um dos mais rápidos e eficientes instaladores livecd e módulos de configuração próprias integrados ao programa de configuração do KDE, unificando as opções di sistema com as específicas da distro e o Resulinux, que tem desenvolvido um trabalho muito interessante de aceleração de boot e controle de performance e prioridades do sistema para as distros derivadas de Debian.

3 – A maioria das distros criadas é inútil
Sim, existe um excesso de distros voltadas para uso geral e principiantes. Sim, concordo que maquiagens que apenas alteram tema não podem ou devem ser empacotadas como uma nova distribuição, mas afirmar que as distros são inúteis é dizer que as distros servem apenas para serem utilizadas.
As distros tem outras funções. Uma delas é pedagógica. A formação dos desenvolvedores. Com o aprendizado adquirido durante o desenvolvimento eles adquirem a capacidade de fazer cada vez mais. Outra é de propiciar um ambiente de desenvolvimento e teste para aquele recurso próprio desenvolvido pela distribuição. Outra fazer uma seleção de recursos e ferramentas para iniciantes e outra uma seleção para algum nicho específico do mercado.
As distros tem um objetivo objetivo, declarado em sua página, e outros mais subjetivos, mas ligados ao simples fato delas existirem.

No entanto, existe um ponto onde as distros brasileiras pecam e devem ser criticadas com razão. Na parte de compartilhar as suas soluções com a comunidade.
Num mundo ideal você não precisaria baixar e instalar uma distro para ter acesso ao código das soluções e programas exclusivos dela. Várias distros usam o kernel do Sidux, que é um excelente exemplo de distro pequena derivada de outras que desenvolve tecnologia, (não é bem tecnologia, mas a compilação feita pela equipe Sidux é tão boa que é bastante utilizada) mas facilita o acesso dessa tecnologia por outras pessoas.
Mas considerando a falta de apoio dessas distros, não espanta que elas tenham que se dedicar tanto à simples assistência dos usuário e desenvolvimento que quase não sobre tempo ou energia para separar e publicar o que elas tem de específico, contribuindo assim com a comunidade.
O que faz de uma distribuição grande ou pequena é apenas a adesão da comunidade. É por isso que SUSE, Mandriva e Fedora, que são excelentes distribuições tecnicamente tenham tão pouca força no Brasil. Porque o Brasil de Conectiva a Kurumim sempre se usou apt. Porque o boom do linux nacional aconteceu com livecd Debian based no rastro do Kurumim que por causa da desatualização dos repositórios Debian migrou para Ubuntu, onde as pessoas descobriram que é mais fácil usar uma grande distro com fóruns de suporte grandes e cara mais profissionais que investir na GPL.
A liberdade de criar, alterar e redistribuir código é difícil. É muito mais cômodo adotar a postura de consumidor que apenas espera que a empresa lance a nova versão do produto que participar de um fórum pequeno reportando bugs de uma distro pequena e respondendo dúvidas primárias de usuários primários. E quando aparece uma nova distro simplesmente falar que é perda de tempo, apenas porque estamos satisfeitos sendo simples consumidores das grandes distros.

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Nov 21

Na área de ciências exatas não raro é preciso fazer cálculos longos, complexos, usando valores que se repetem varias vezes. Por isso existem calculadoras científicas, financeiras, estatísticas extremamente poderosas como as da HP. A curva de aprendizado dessas calculadoras entretanto costuma ser extremamente alta.

A Speedcrunch é uma calculadora científica escrita em QT com precisão de até 50 dígitos que trabalha com números binários, octais, decimais e hexadecimais, ângulos em graus e radianos e foi concebida para ser simples de usar.

speedcrunch

Ao abrir a calculadora a primeira coisa que chama a atenção é o visor grande. Nesse visor serão armazenados todos os resultados das operações. É possível salvar sessões para manter guardados esses valores e abrir várias instâncias da calculadora rodando sessões diferentes. Por padrão, ela abre a última sessão usada.

Além do histórico de resultados ela armazena o valor de variáveis, o que a coloca no grupo das ferramentas realmente úteis. Não existe um número limite de variáveis. O que couber na memória física ou virtual pode ser usado.

Pode-se usá-la tanto através do teclado numérico quanto escrevendo a expressão desejada na linha logo abaixo do visor. Aliás é possível inclusive escolher não mostrar o teclado. Nessa linha temos inclusive um realçador de sintaxe para facilitar a distinção dos termos, auto complemento de funções e acesso à operações digitadas  anteriormente com a seta para cima, como em um terminal.

É possível pelos menus do programa configurá-lo para ficar sempre no topo (para sistemas que não tem essa funcionalidade pelo gerenciador de janelas como o Windows XP) e minimizar para o systray.

E por fim chegamos ao recurso que mais a torna poderosa. Os painéis laterais. como painéis qt normais eles podem ser agrupados em abas, colocados lado a lado, um em cima do outro e desencaixados de modo que você crie o layout que mais lhe agrade.

Há um painel que exibe todas as variáveis atuais com seus respectivos valores, um que mostra o histórico de operações executadas, um com a lista de todas as funções suportadas pela calculadora, um com constantes comuns em Física, Matemática, Astronomia, Química, etc. e por fim um ainda incipiente livro de Matemática com algumas fórmulas geométricas e a fórmula de Báskara.

Em qualquer um desses painéis clicar em um item o insere na linha de comandos. Por exemplo, clicar na linha da impedância característica do vácuo insere 376,730313461 na linha de comados. Clicar em uma linha do histórico a coloca novamente na linha de comandos.

Sinceramente o único defeito que consegui achar na calculadora é que apesar de pi e phi têm seus valores armazenados e, o numero de Euler não está, e o uso bastante, mas pelo que vi do código esse é um problema que a próxima versão irá resolver.

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Nov 18

Hoje resolvi testar o Chakra, um livecd baseado em Arch Linux que é filho direto do tão conhecido KDEMod. ainda está na versão alfa 3, portanto tem bastante a evoluir.

Na tela de boot ele oferece diversos idiomas, entre eles português brasileiro. O que alterou corretamente o layout de teclado do console, mas não do X, nem do KDE

Logo após, oferece as opçẽs de inicialização. Escolhi a padrão com driver não livre. Há também uma opção para inicializar no terminal, uma para monitores antigos e a inicialização normal.

Durante a inicialização ele instalou e configurou corretamente o driver NVidia e me apresentou um ambiente KDE com tema padrão.

Como já mencionado, tive que configurar o teclado maualmente pelo System Settings e aproveitei para habilitar os efeitos do desktop. Na área de trabalho temos ícones levando para os fóruns, a wiki e a página do projeto além de uma pasta com as licensas dos softwares não livres instalados. Flash, NVidia, fontes da Microsoft e driver Wriless.

O ambiente é bem “pelado”. O navegador é o Arora, não existe suíte de escritório instalada, jogos ou coisa do gênero. No entanto tem as ferramentas desenvolvidas pelo projeto Chakra para tornar o Arch Linux menos hermético.

Tem um notificador de atualizações integrado ao Shaman, o gerenciador de pacotes gráfico semelhante ao Synaptic, o Tribe, o instalador gráfico que é realmente muito bonito e o Arxim, uma ferramenta de configuração do Arch. Todos eles desenvolvidos em QT4.

Ao pedir para instalar ele demora um bom tempo procurando por uma nova versão e te avisa que há outra disponível. Infelizmente pedir para atualizar não funciona (provavelmente porque para fazer qualquer coisa com pacotes será preciso autalizar o pacman). Mas é possível iniciar o instalador assim mesmo.

O instalador se chama Tribe, e como já dito é muito bonito. Pena que é em tela cheia, o que não é muito adequado a um livecd. Um dos seus pontos fortes é usar o Marble para escolher a localização, um dos pontos fracos é não poder escolher não baixar os pacotes de idiomas que ele baixa sem avisar sobre o progresso do download.

No sistema instalado a seleção de pacotes se mostrou um pouco problematica. Os drivers wrilles  travavam a atualização do sistema e tive que removê-los. como não estou usando em um notebook, sem probleams, mas fica o aviso para quem estiver pesando em instalar. Depois de atualizado o pacman o Shaman deixou de funcionar, o que foi resolvido com um fallback para a versão anterior. Além disso tive que remover os pacotes dri (direct rendering) de todas as placas de vídeo que não a minha para poder atualizar o sistema sem que o pacman tentasse remover o pacote nvidia-utils.

Alguns bugs esperados de um alpha. A infraestrutura do sistema funciona como um relógio. Afinal é um Arch linux.

A verdade é que os problemas que eu tive foram todos porque o chakra usa o Pacman de um modo que ele não foi programado para ser usado. Em um sistema Arch padrão, instalado do zero eu nunca teria 4 drivers wrilles nem dri para 5 tipos de placa de vídeo. O chacra tem porque seu objetivo é apresentar um sistema out of box para uma grande gama de computadores, só que a presença de pacotes redundantes trava o pacman.

Os programas criados pelo projeto Chakra são rápidos e eficientes. depois que todos os problemas de dependeências do pacman foram reolvidos o update automático (Chase) funcionou perfeitamente. O Arxin me permitiu criar uma imagem de boot personalizada, só com suporte ao meu hardware, o configurador do GRUB funcionou perfeitamente, e o Shaman teve suas configurações integradas ao systemsettings e pode ser lançado pelo ícone do chase.

O único que ainda precisa melhorar o grau de polimento é o Tribe, o instalador, inclusive removendo os pacotes referentes a hardware não utilizado que me causaram dor de cabeça.

O sistema em si é o bom e velho KDEmod, que vem com o KNetworkManager que está fazendo barulho no openSUSE, vem com o stasks ao invés da barra de tarefas normal, e a seleção inicial de aplicativos parece pensada em te dar as ferramentas para você resolver qualquer problema. Um cliente IRC, um IM, um navegador, um leitor de PDF, um reprodutor de vídeo e o gravador de CD para caso tudo dê errado e você precise baixar e instalar outra distro.

A idéia do Chacra de fornecer um ambiente Arch pronto para trabalho out of box é interessante, ainda mais se considerarmos que o tempo de download dos aplicativos que vocẽ utiliza depois da instalação do Arch é tempo perdido, as ferramentas desenvolvidas pelo projeto em geral são muito úteis e esse é um projeto que vale a pena acompanhar.

Não recomendo baixar atualmente sem um bom conhecimento sobre Arch. Provavelmente quando o projeto lançar uma versão final isso vai mudar, mas instalar alpha é pedir para fazer configurações manuais.

Estou atualmente usando o Arch instalado a partir do alpha 3 do Chakra e tenho a dizer que o sistema me parece um pouco mais leve, consumindo menos memória que o instalado a partir do repositório padrão, o que me faz ter curiosidade sobre qual a diferença entre a compilação do KDE Arch e do KDEMod.

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Nov 07

Se isto não for algo inédito me avisem, porque por enquanto estou acreditando que é.

Ontem, seis de novembro ele recebeu a Cruz do Mérito da Alemanha por sua contribuição com o software livre em reconhecimento a seu trabalho incentivando a inovação e e distribuindo conhecimento para o bem comum.

Matthias fundador do projeto KDE em 1996 é a pessoa mais jovem a receber a medalha, que é a mais importante da Alemanha, bem como a única de caráter geral. No Brasil seria algo equivalente à ordem do cruzeiro do Sul

O KDE é provavelmente o maior projeto de softwre livre organizado no modelo de bazar, onde todas as questões são resolvidas por consenso e mais raramente, votações.

É uma ocasião histórica, que deve ser comemorada pelo movimento do software livre em que o seu esforço é reconhecido pelo poder públicode uma forma até onde eu vi, inédita.

Referência: http://dot.kde.org/2009/11/06/matthias-ettrich-receives-german-federal-cross-merit

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Nov 06

Como previ em julho a equipe Gnome teria dificuldades em entregar o que prometeu dentro do prazo e os desenvolvedores estão pensando em adiar o lançamento para setembro de 2010 no que seria a versão 2.32, não a 2.30 como estava programado.

Desenvolvedores dos dois elementos básicos do Gnome 3.0, o Gnome-Shell e o Zeitgeist pedem um adiamento, bem como o de outras aplicações que afirmam que em março, data original se teria “apenas os esqueletos do desktop”. Inclusive há quem afirme que o ambiente só estará completamente pronto em 2011, no que seria a versão 2.34.

Naturalmente os usuários do KDE já viram esse filme, e eu mesmo antecipei que as ideias demorariam bem mais para ficra prontas.

Eu particularmente, sou a favor de adiarem um pouco mais, sob o risco de decepcionar muito os usuários, mas fica a pergunta…Como vai ser o release 2.30?

Vai ser lançado tendo apenas os “esqueletos” do novo desktop? Vai ser uma versão tradicional com pequenos bugfixes e vão deixar a mudança toda para a 3.0? Vão lançar a 2.30 e uma 3.0 preview? Vão lançar uma versão 2.30 com um preview da 3.0 “ativável”?

Provavelmente a escolha vai depender do código atual do projeto. Da maneira como ele esteja organizado. Isso é o resultado de um erro de cálculo. Enquanto o KDE manteve um branch estável em desenvolvimento paralelo à sua nova versão o Gnome 3.0 foi planejada como uma sequencia direta, sem versões paralelas.

Resta saber como a discussão vai terminar e qual a escolha feita pelo projeto quanto ao release de março.

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Nov 06

Este é um post que foi originalmente escrito em 6 de julho. Estou republicando aqui porque ele não está mais no local original e preciso fazer referência a ele.

Comentários adicionados o serão feitos em vermelho

Espero quase nada.
Não que eu esteja falando mal do ambiente. Tenho plena consciência de que meu é apenas gosto.
O problema é que o Gnome não tem claro para si o que pretende fazer. Resolveu implementar esse tal de 3.0 apenas porque o KDE lançou a 4.x. Concorrência é saudável, mas uma evolução orgânica é mais ainda. Faltou organicidade. Tanto é que apenas meses depois do anúncio de que a 3.0 seria a 2.30 começou a se ter uma noção do que esse novo ciclo seria.
Tenho muitas dúvidas de se o pacote prometido vai chegar a tempo inclusive. O KDE 4 foi movido para trunk do SVN em agosto de 2005. Passou a ser tratado como versão de desenvolvimento. O primeiro alpha só saiu em maio de 2007, para finalmente a versão 4.0.0 ser lançada em janeiro de 2008. Só agora, em agosto de 2009 será lançada a versão 4.3 que pode ser considerada mais completa e polida que a última versão da série 3, a 3.5.10.
O Gnome 2.26 foi lançado em março, ainda sem nada realmente revolucionário. Tem mais 3 meses antes do próximo release e depois disso só mais seis meses para concretizar a promessa de uma revolução na experiência de usar o computador.
É claro que a mudança do Gnome será muito menos drástica que a do KDE que desenvolveu uma série de recursos e infra estruturas, enquanto o Gnome basicamente mudará apenas sua aparẽncia mantendo sua infra estrutura inalterada.
Mesmo assim, considero pouco tempo para a promessa.

Mentira isso. O Gnome fez um bom trabalho combatendo a redundância de bibliotecas que ele tinha e a introspecçaõ Gobject é uma modificação de infra estrutura que ainda não estudei para decidir se gostei

Talvez não para mudar o gerenciador de arquivos e o gerenciador de janelas, o que parece que vai ser. O KDE fala de geolocalização, de ambientes funcionais, de integração de informações entre aplicativos. De ambiente semântico, diretórios virtuais, etc.
O Gnome está apresentado mockups horrendos sobre você precisar de muito mais trabalho que o normal para alternar entre ambientes e nada que um bom compiz não faça de forma mais elegante (e que o KDE faz nativamente)
Sinceramente os planos de 3.0 não me impressionam. O resultado mostrado até agora é muito pouco para algo com um lançamento iminente. Si tivesse que fazer uma aposta seria simplesmente que o Gnome 3.0 ou não vai estar pronto ou vai ser lançado sem estar.
O KDE 4.0.0 foi uma decepção para muita gente. Imagino que o Gnome 3.0 vá ser uma maior. Resta saber se a equipe Gnome vai ter a clareza de como o time KDE manter a versão anterior atualizada.
Afinal, em agosto de 2005 quando o KDE4 foi movido para o trunk o KDE estava na versão 3.4.2. Depois disso tivemos a 3.4.3 e a 3.5 da zero até a dez.

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