Nov 21

Na área de ciências exatas não raro é preciso fazer cálculos longos, complexos, usando valores que se repetem varias vezes. Por isso existem calculadoras científicas, financeiras, estatísticas extremamente poderosas como as da HP. A curva de aprendizado dessas calculadoras entretanto costuma ser extremamente alta.

A Speedcrunch é uma calculadora científica escrita em QT com precisão de até 50 dígitos que trabalha com números binários, octais, decimais e hexadecimais, ângulos em graus e radianos e foi concebida para ser simples de usar.

speedcrunch

Ao abrir a calculadora a primeira coisa que chama a atenção é o visor grande. Nesse visor serão armazenados todos os resultados das operações. É possível salvar sessões para manter guardados esses valores e abrir várias instâncias da calculadora rodando sessões diferentes. Por padrão, ela abre a última sessão usada.

Além do histórico de resultados ela armazena o valor de variáveis, o que a coloca no grupo das ferramentas realmente úteis. Não existe um número limite de variáveis. O que couber na memória física ou virtual pode ser usado.

Pode-se usá-la tanto através do teclado numérico quanto escrevendo a expressão desejada na linha logo abaixo do visor. Aliás é possível inclusive escolher não mostrar o teclado. Nessa linha temos inclusive um realçador de sintaxe para facilitar a distinção dos termos, auto complemento de funções e acesso à operações digitadas  anteriormente com a seta para cima, como em um terminal.

É possível pelos menus do programa configurá-lo para ficar sempre no topo (para sistemas que não tem essa funcionalidade pelo gerenciador de janelas como o Windows XP) e minimizar para o systray.

E por fim chegamos ao recurso que mais a torna poderosa. Os painéis laterais. como painéis qt normais eles podem ser agrupados em abas, colocados lado a lado, um em cima do outro e desencaixados de modo que você crie o layout que mais lhe agrade.

Há um painel que exibe todas as variáveis atuais com seus respectivos valores, um que mostra o histórico de operações executadas, um com a lista de todas as funções suportadas pela calculadora, um com constantes comuns em Física, Matemática, Astronomia, Química, etc. e por fim um ainda incipiente livro de Matemática com algumas fórmulas geométricas e a fórmula de Báskara.

Em qualquer um desses painéis clicar em um item o insere na linha de comandos. Por exemplo, clicar na linha da impedância característica do vácuo insere 376,730313461 na linha de comados. Clicar em uma linha do histórico a coloca novamente na linha de comandos.

Sinceramente o único defeito que consegui achar na calculadora é que apesar de pi e phi têm seus valores armazenados e, o numero de Euler não está, e o uso bastante, mas pelo que vi do código esse é um problema que a próxima versão irá resolver.

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Nov 06

O Konqueror, navegador padrão do KDE é uma pequena contradição. Deu origem ao webkit mas nunca o adotou. Sua engine mais “alternativa”, a KHTML é incompatível com uma série de sites, incluindo o Gmail, o que fez com que eu nunca o usasse por mais que alguns minutos de necessidade. Sua rapidez é temperada com bugs e é um navegador que realmente, não conheço alguém que diga que o usa como navegador principal.

O Conquistador perdeu terreno há tempos.

Existe um projeto, chamado Rekonq, ou Reconquistador. Talvez o objetivo seja reconquistar o espaço perdido pelo irmão mais velho. Talvez.

Instalei pelo AUR do Arch Linux a versão 0.2.92, que é um beta para a 0.3. Instalação rápida e sem problemas.

Seu design é baseado no do Chrome e sua engine é o WebKit, do Chrome e do Safari. Porém sua versão é mais atualizada que a presente no Chrome, o que melhora sua compatibilidade com alguns sites, que comigo só funcionam bem com Arora e Rekonq. Ironicamente ele se sai pior no teste Acid3 (ambos falham).

Sua página inicial apresenta um speedial que me parece feito com plasmoids e dentro dela temos várias abas, incluindo favoritos, abas fechadas recentemente, e histórico. As abas fechadas recentemente tem miniaturas também, como o speedial, infelizmente carregadas quando a página é aberta, fazendo com que tenhamos que esperar um bom tempo até poder ver as miniaturas. Aliás, um bug que reportei ao desenvolvedor. Os favoritos não tem miniaturas nem há um editor ou maneira de apagar favoritos ainda.

Página inicial - speedial

Página inicial - abas fechadas recentemente

Ou seja, uma versão de desenvolvimento ainda não pronta para uso. Mas tenho que admitir que por mais que tenha tentado, não consegui nem quebrar o navegador nem fazê-lo engolir toda a memória livre do sistema. Ele trabalha muito bem com o flash, é rápido, leve e compatível com boa parte dos sites. É um projeto para se ficar de olho. Principalmente que o Qt e o KDE, com a integração de aplicação e webkit, plasmoids dentro de aplicativos, QtScript… Existe um grande espaço para construção de extensões e plugins, assim como por exemplo o Amarok.

Site do projeto

Blog do desenvolvedor princicpal

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Oct 31

Uma seleção de programas do AUR que tenho sido feliz usando.

Navegadores:

rekonq-git – Versão experimental, com alguns lags de um navegador escrito com as kdelibs que tem sua interface inspirada no Google Chrome

chromiun-browser-bin / chromiun-browser-svn – A bem da verdade a única difirença palpável entre elas é que a SVN você compila e se conhecer o programa pode habilitar ou desabilitar funções (e gastar tempo e processador). Ambos são bem atualizados. Tipo assim, uns três ou mais releases por dia.

Multimídia

amarok-minimal-git – versão de desenvolvimento sem lastfm, mp3tunes, mtp e suporte a ipod. Se como eu, você não usa os serviços via internet e usa mp3 player menos chios de frescuras que montam como pendrives normais esse é para você.

inkscape-nognome – Versão de desenvolvimento (atualmente 4.47pre4) sem o suporte ao gnome-vfs

gimp-devel-light – Assim como o Amarok, versão sem alguns recursos menos usados. Só indico editar o PKGBUILD e retirar a parte que desabilita o Script-fu e o Poppler para ativar os scripts e a exportação em PDF.

Redes sociais

choqok-svn – cliente twitter e identi.ca com encurtador e desencurtador de URLs, pesquisas avançadas, “ouvindo agora” e outras coisinhas mais.

blogilo – Cliente de blogs que se chamava Bilbo. Aliás até o executável ainda chama bilbo. Como única reclamação que tenho é que ele não cria categorias no wordpress.

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Oct 30

Recentemente migrei para o Arch Linux 64 bits.

Curiosamente foi também a primeira vez que deixei a preocupação com a segurança de lado e usei o yaourt. Esse artigo dá uma visão geral da instalação, ferramentas e etc.

Não é um tutorial para iniciantes. Mas sim impressões sobre o sistema voltados para outros usuários do sistema.

Sistema Base

Como sempre nada foi configurado para mim. Esqueci de iniciar o Hal antes de iniciar o X pela primeira vez e tive que rebotar pelo botão. O X.org atual reconhece teclado e mouse a partir do hal, portanto sem iniciar esse serviço é impossível sair de um ambiente gráfico travado.

Dica:

Quem inicia o gerenciador de login como daemon no rc.conf pode ter que editar o arquivo via livecd ou outra distribuição. É por isso, por exemplo, que se recomenda usar o inittab

Atualmente carrego no boot apenas os daemons syslog-ng network alsa dbus e hal, o que me garante um sistema rápido e eficiente.

A arquitetura i686 dá um ganho sensível de eficiência e velocidade em relação à i386 do Debian/Ubuntu, mas não há um ganho tão grande em relação a distribuições que usam i586 como Mandriva ou SUSE. Porém do i686 para x86_64 existe um ganho palpável. Não mensurável objetivamente. Mas percebe-se que o sistema fica mais fluido.

Os tais registradores de 64 bits ao que parece são usados para aplicações com grande fluxo de dados como gráficos e multimídia gerando um desafogamento do processador.

Tive problemas para configurar o layout de teclado no novo X.org como muita gente e com a geração de locales

Dica:

Além de definir os locales no rc.conf é preciso descomentar suas linhas no arquivo /etc/locale.gen e depois rodar como root locale-gen para que tudo funcione bem.

Ferramentas:

Pacman e repositórios.

O pacman é ótimo. Mas nem tanto. É preciso se acostumar com suas opções e memorizar coisas como pacman -Scc para limpar o cache.

Um exemplo claro de falha na resolução de dependências desencotradas é que logo depois da instalação ele aponta que o pacote linux-util-ng conflita com o e2fsprogs e que este será removido. Qualquer um que saiba algo sobre esse último se recusa a removê-lo. O problema se resolve facilmente atualizando o e2fsprogs, que curiosamente exige a atualização do linux-util-ng (vai entender).

às vezes tenho a impressão de que estou instalando coisa demais e me dá vontade de usar Gentoo e poder instalar o KDE sem instalar o samba ou o mysql, mas lembro da dor de cabeça que é atualizar um Gentoo e desisto.

Os repositórios são pequenos e não tem tudo que você imaginar. E nem precisam. O sistema te incentiva a construir PKGBUILDS e instalar através do source com o controle de dependências do pacman. Mas sinto falta de mais clareza quanto a onde está o tutorial para fazer PKGBUILDS na wiki do projeto.

O AUR tem praticamente de tudo. Os mais atualizados, sombrios e marginais pacotes podem ser achados lá. Inclusive coisas altamente instáveis e experimentais.

Encontrei lá plasmoids que não ia achar em lugar mais nenhum do universo. O snapshoot do Google Chrome, as versões svn com recursos novos de programas que eu uso como o choqok e versões com flags de compilação que desabilitam funções incomuns ou menos úteis, etc.

Mas há um defeito. A maior parte dos PKGBUILDS do AUR não funciona de primeira sem o yaourt. Eles tem uma parte do código que não funciona com um simples makepkg.

Por outro lado o yaourt é um excelente programa que unifica a instalação de aplicativos, já que ele instala programas tanto no AUR quanto nos repositórios. E ele pode ser rodado como usuário comum te perguntando a senha do root apenas na hora de instalar o pacote.

É trabalhoso instalar pacotes pelo AUR quando eles dependem de outros pacotes do AUR. O yaourt resolve isso, mas é cansativo ler os scripts de cada uma das dependências. Mas menos, muito menos que baixar os PKGBUILDS, e editá-los para que funcionem sem o yaourt.

Rodando o sistema padrão (KDE 4 com composição via kwin, amarok tocando música, Chrome com umas dez abas abertas, Bilbo blogger aberto bem como Choqok e compilando o gimp em segundo plano) uso 860M de memoria e 100% de processador, mas sem engasgos e com tudo fluido.

Meu processador é um Celeron 1600 Mhz EMT64 de um único núcleo. por experiência própria, em i686 tenho que escolher entre compilar um código e ouvir música.

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Oct 23

Recentemente descobri um site chamado Open Source Watershed.

Ele reúne informações sobre a atualizações de softwares em distribuições e as maneiras como elas lidam com versionamentos.

Uma primeira parte do estudo está pronta em uma apresentação, mas certamente ainda há muito a se descobrir nesse campo novo da “distrologia”.

São acompanhadas mais de 99 mil pacotes de 10 distribuições em seus releases normais e futuros e avaliado o seu grau de atualização e o lag médio.

É um sistema muito rápido. Ontem a noite quando entrei Debian e Ubuntu estavam 95% desatualizadas e hoje estão 100%.

É caro que á a disputa atualização X estabilidade, e certamente não usaria o campeão de atualizações (Arch) em um servidor de missão crítica, mas estou muito feliz com ele no desktop

Fica a dica para quem quer se atualizar.

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Oct 15

Mesmo tendo instalado o Gears no Wordpress ainda me parece uma perda de tempo acessar o site. A localização de rascunhos não é a coisa mais simples do mundo e a formatação e correção rotográfica é pouco responsiva em comparação com um programa normal.

Então procurei um bom cliente de blog. como podem ver pelo tema do site uso KDE, portanto a escolha natural é algum em QT ou KDE. E encontrei o Bilbo Blogger, ou melhor Blogilo, como passou a se chamar há tão pouco tempo que a minha barra de título ainda está com o nome do hobbit escrito nela.

Consegui configurar facilmente os blogs através do seu domínio, usuário, senha e um maravilhoso botão “Auto Configure” que faz todo o trabalho sozinho.

Ele armazena os arquivos de cada blog separadamente, e dá acesso a rascunhos que estejam no servidor e a posts já publicados. Para se escolher o blog a ser trabalhado se usa um drop down no topo da tela. Permite publicar o post no servidor ou colocá-lo como rascunho.

Mas falemos do defeitos, já que são tão importantes quanto a rapidez, praticidade e eficiência do mesmo.

Ele não faz upload de imagens no Blogger e não permite redimensionar as imagens manualmente depois de inseridas. Só digitando-se o tamanho ao inseri-la ou pelo código HTML.

Além disso não é capaz de criar categorias, o que vai me obrigar a entrar no Wordpress, criar uma categoria e só então postar essa mensagem. Além disso não tem recursos para agendar posts, coisa que muita gente usa.

Apesar disso é através dele que pretendo blogar daqui por diante.

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