Feb 02

É grande o debate sobre distribuições adequadas ao desktop. Particularmente acho que as melhores são Mandriva, openSUSE e Arch, em grau crescente de nerdice.

Mundo

No entanto gastei algum tempo observando os dados de marketshare do Clicky. Não há como saber a confiabilidade. Ele diz que se baseia no tráfego de quase 180 mil sites em um total de mais de 100 milhões de pageviews diárias. As estatísticas são diárias, portanto flutuam bastante.
De 21 de setembro quando começam até hoje 2 de fevereiro (77dias) podemos ver um crescimento do linux, mas muito pequeno. Da casa de 0,45%.

Já no Linux podemos ver um domínio absoluto do Ununtu (e família) sobre as doutras distribuições em uma trajetória estável, seguido por distribuições sem identificação, em trajetória ascendente.

Brasil

No Brasil o Ubuntu caminha empatado com distribuições não identificadas. Há uma declinante base Debian e uma mínima e estável presença de Fedora e SUSE.
Uma sazonalidade interessante do Linux no brasil é que sua presença na internet cai sensivelmente nos finais de semana. Um chute admissível é que o uso do Linux no Brasil esteja muito ligado ao trabalho.

Alemanha

Na Alemanha o Linux tem uma honrosa e estável participação de aproximadamente 2,5% do mercado, tendo também o Ubuntu como lider absoluto e as distribuições sem identificação em segundo lugar isoladas bem a frente de Suse, Debian, Fedora e Gentoo.

Finlândia

O caso mais interessante. A presença do Linux estava estabilizada em 2,5% e nos dias 9 e 10 de janeiro cresceu subitamente e se mantém um pataar estável de 4% tendo chegado a picos de 4,5%. Possovelmente devido ao uso do do Clicky em algum site de grande movimento de Linux. Este crescimento é composto de Ubuntu e distibuições não identificadas com uma leve alta do Debian.

conclusões

O caso da Finlãndia me fez pensar… É virtualmente impossível dobrar a base instalada de micros Linux em dois dias. O Clicky mede pouco menos de 180 mil sites, a Net Applcations aproximadamente 40 mil. Em 2007 se estimava o número de sites da internet em 120 milhões.
Até que ponto essas méticas são confiáveis?
Pelo que eu aprndi de estatística a amostra é a parte mais iportante dos cálculos. Talvez se Google, Yahoo, Bing e Baidu relatassem quantos de seus visitantes tem qual sistema operacional teríamos uma estatística realmente confiável.
No entanto podemos sabr algumas coisas…
Todasas estatísticas disponíveis apontam para um predomínio do Ubuntu, um crescimento lento e uma presença na faixa dos 1,5% a 2%.

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Nov 18

Hoje resolvi testar o Chakra, um livecd baseado em Arch Linux que é filho direto do tão conhecido KDEMod. ainda está na versão alfa 3, portanto tem bastante a evoluir.

Na tela de boot ele oferece diversos idiomas, entre eles português brasileiro. O que alterou corretamente o layout de teclado do console, mas não do X, nem do KDE

Logo após, oferece as opçẽs de inicialização. Escolhi a padrão com driver não livre. Há também uma opção para inicializar no terminal, uma para monitores antigos e a inicialização normal.

Durante a inicialização ele instalou e configurou corretamente o driver NVidia e me apresentou um ambiente KDE com tema padrão.

Como já mencionado, tive que configurar o teclado maualmente pelo System Settings e aproveitei para habilitar os efeitos do desktop. Na área de trabalho temos ícones levando para os fóruns, a wiki e a página do projeto além de uma pasta com as licensas dos softwares não livres instalados. Flash, NVidia, fontes da Microsoft e driver Wriless.

O ambiente é bem “pelado”. O navegador é o Arora, não existe suíte de escritório instalada, jogos ou coisa do gênero. No entanto tem as ferramentas desenvolvidas pelo projeto Chakra para tornar o Arch Linux menos hermético.

Tem um notificador de atualizações integrado ao Shaman, o gerenciador de pacotes gráfico semelhante ao Synaptic, o Tribe, o instalador gráfico que é realmente muito bonito e o Arxim, uma ferramenta de configuração do Arch. Todos eles desenvolvidos em QT4.

Ao pedir para instalar ele demora um bom tempo procurando por uma nova versão e te avisa que há outra disponível. Infelizmente pedir para atualizar não funciona (provavelmente porque para fazer qualquer coisa com pacotes será preciso autalizar o pacman). Mas é possível iniciar o instalador assim mesmo.

O instalador se chama Tribe, e como já dito é muito bonito. Pena que é em tela cheia, o que não é muito adequado a um livecd. Um dos seus pontos fortes é usar o Marble para escolher a localização, um dos pontos fracos é não poder escolher não baixar os pacotes de idiomas que ele baixa sem avisar sobre o progresso do download.

No sistema instalado a seleção de pacotes se mostrou um pouco problematica. Os drivers wrilles  travavam a atualização do sistema e tive que removê-los. como não estou usando em um notebook, sem probleams, mas fica o aviso para quem estiver pesando em instalar. Depois de atualizado o pacman o Shaman deixou de funcionar, o que foi resolvido com um fallback para a versão anterior. Além disso tive que remover os pacotes dri (direct rendering) de todas as placas de vídeo que não a minha para poder atualizar o sistema sem que o pacman tentasse remover o pacote nvidia-utils.

Alguns bugs esperados de um alpha. A infraestrutura do sistema funciona como um relógio. Afinal é um Arch linux.

A verdade é que os problemas que eu tive foram todos porque o chakra usa o Pacman de um modo que ele não foi programado para ser usado. Em um sistema Arch padrão, instalado do zero eu nunca teria 4 drivers wrilles nem dri para 5 tipos de placa de vídeo. O chacra tem porque seu objetivo é apresentar um sistema out of box para uma grande gama de computadores, só que a presença de pacotes redundantes trava o pacman.

Os programas criados pelo projeto Chakra são rápidos e eficientes. depois que todos os problemas de dependeências do pacman foram reolvidos o update automático (Chase) funcionou perfeitamente. O Arxin me permitiu criar uma imagem de boot personalizada, só com suporte ao meu hardware, o configurador do GRUB funcionou perfeitamente, e o Shaman teve suas configurações integradas ao systemsettings e pode ser lançado pelo ícone do chase.

O único que ainda precisa melhorar o grau de polimento é o Tribe, o instalador, inclusive removendo os pacotes referentes a hardware não utilizado que me causaram dor de cabeça.

O sistema em si é o bom e velho KDEmod, que vem com o KNetworkManager que está fazendo barulho no openSUSE, vem com o stasks ao invés da barra de tarefas normal, e a seleção inicial de aplicativos parece pensada em te dar as ferramentas para você resolver qualquer problema. Um cliente IRC, um IM, um navegador, um leitor de PDF, um reprodutor de vídeo e o gravador de CD para caso tudo dê errado e você precise baixar e instalar outra distro.

A idéia do Chacra de fornecer um ambiente Arch pronto para trabalho out of box é interessante, ainda mais se considerarmos que o tempo de download dos aplicativos que vocẽ utiliza depois da instalação do Arch é tempo perdido, as ferramentas desenvolvidas pelo projeto em geral são muito úteis e esse é um projeto que vale a pena acompanhar.

Não recomendo baixar atualmente sem um bom conhecimento sobre Arch. Provavelmente quando o projeto lançar uma versão final isso vai mudar, mas instalar alpha é pedir para fazer configurações manuais.

Estou atualmente usando o Arch instalado a partir do alpha 3 do Chakra e tenho a dizer que o sistema me parece um pouco mais leve, consumindo menos memória que o instalado a partir do repositório padrão, o que me faz ter curiosidade sobre qual a diferença entre a compilação do KDE Arch e do KDEMod.

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Nov 06

O Konqueror, navegador padrão do KDE é uma pequena contradição. Deu origem ao webkit mas nunca o adotou. Sua engine mais “alternativa”, a KHTML é incompatível com uma série de sites, incluindo o Gmail, o que fez com que eu nunca o usasse por mais que alguns minutos de necessidade. Sua rapidez é temperada com bugs e é um navegador que realmente, não conheço alguém que diga que o usa como navegador principal.

O Conquistador perdeu terreno há tempos.

Existe um projeto, chamado Rekonq, ou Reconquistador. Talvez o objetivo seja reconquistar o espaço perdido pelo irmão mais velho. Talvez.

Instalei pelo AUR do Arch Linux a versão 0.2.92, que é um beta para a 0.3. Instalação rápida e sem problemas.

Seu design é baseado no do Chrome e sua engine é o WebKit, do Chrome e do Safari. Porém sua versão é mais atualizada que a presente no Chrome, o que melhora sua compatibilidade com alguns sites, que comigo só funcionam bem com Arora e Rekonq. Ironicamente ele se sai pior no teste Acid3 (ambos falham).

Sua página inicial apresenta um speedial que me parece feito com plasmoids e dentro dela temos várias abas, incluindo favoritos, abas fechadas recentemente, e histórico. As abas fechadas recentemente tem miniaturas também, como o speedial, infelizmente carregadas quando a página é aberta, fazendo com que tenhamos que esperar um bom tempo até poder ver as miniaturas. Aliás, um bug que reportei ao desenvolvedor. Os favoritos não tem miniaturas nem há um editor ou maneira de apagar favoritos ainda.

Página inicial - speedial

Página inicial - abas fechadas recentemente

Ou seja, uma versão de desenvolvimento ainda não pronta para uso. Mas tenho que admitir que por mais que tenha tentado, não consegui nem quebrar o navegador nem fazê-lo engolir toda a memória livre do sistema. Ele trabalha muito bem com o flash, é rápido, leve e compatível com boa parte dos sites. É um projeto para se ficar de olho. Principalmente que o Qt e o KDE, com a integração de aplicação e webkit, plasmoids dentro de aplicativos, QtScript… Existe um grande espaço para construção de extensões e plugins, assim como por exemplo o Amarok.

Site do projeto

Blog do desenvolvedor princicpal

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Oct 31

Uma seleção de programas do AUR que tenho sido feliz usando.

Navegadores:

rekonq-git – Versão experimental, com alguns lags de um navegador escrito com as kdelibs que tem sua interface inspirada no Google Chrome

chromiun-browser-bin / chromiun-browser-svn – A bem da verdade a única difirença palpável entre elas é que a SVN você compila e se conhecer o programa pode habilitar ou desabilitar funções (e gastar tempo e processador). Ambos são bem atualizados. Tipo assim, uns três ou mais releases por dia.

Multimídia

amarok-minimal-git – versão de desenvolvimento sem lastfm, mp3tunes, mtp e suporte a ipod. Se como eu, você não usa os serviços via internet e usa mp3 player menos chios de frescuras que montam como pendrives normais esse é para você.

inkscape-nognome – Versão de desenvolvimento (atualmente 4.47pre4) sem o suporte ao gnome-vfs

gimp-devel-light – Assim como o Amarok, versão sem alguns recursos menos usados. Só indico editar o PKGBUILD e retirar a parte que desabilita o Script-fu e o Poppler para ativar os scripts e a exportação em PDF.

Redes sociais

choqok-svn – cliente twitter e identi.ca com encurtador e desencurtador de URLs, pesquisas avançadas, “ouvindo agora” e outras coisinhas mais.

blogilo – Cliente de blogs que se chamava Bilbo. Aliás até o executável ainda chama bilbo. Como única reclamação que tenho é que ele não cria categorias no wordpress.

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Oct 30

Recentemente migrei para o Arch Linux 64 bits.

Curiosamente foi também a primeira vez que deixei a preocupação com a segurança de lado e usei o yaourt. Esse artigo dá uma visão geral da instalação, ferramentas e etc.

Não é um tutorial para iniciantes. Mas sim impressões sobre o sistema voltados para outros usuários do sistema.

Sistema Base

Como sempre nada foi configurado para mim. Esqueci de iniciar o Hal antes de iniciar o X pela primeira vez e tive que rebotar pelo botão. O X.org atual reconhece teclado e mouse a partir do hal, portanto sem iniciar esse serviço é impossível sair de um ambiente gráfico travado.

Dica:

Quem inicia o gerenciador de login como daemon no rc.conf pode ter que editar o arquivo via livecd ou outra distribuição. É por isso, por exemplo, que se recomenda usar o inittab

Atualmente carrego no boot apenas os daemons syslog-ng network alsa dbus e hal, o que me garante um sistema rápido e eficiente.

A arquitetura i686 dá um ganho sensível de eficiência e velocidade em relação à i386 do Debian/Ubuntu, mas não há um ganho tão grande em relação a distribuições que usam i586 como Mandriva ou SUSE. Porém do i686 para x86_64 existe um ganho palpável. Não mensurável objetivamente. Mas percebe-se que o sistema fica mais fluido.

Os tais registradores de 64 bits ao que parece são usados para aplicações com grande fluxo de dados como gráficos e multimídia gerando um desafogamento do processador.

Tive problemas para configurar o layout de teclado no novo X.org como muita gente e com a geração de locales

Dica:

Além de definir os locales no rc.conf é preciso descomentar suas linhas no arquivo /etc/locale.gen e depois rodar como root locale-gen para que tudo funcione bem.

Ferramentas:

Pacman e repositórios.

O pacman é ótimo. Mas nem tanto. É preciso se acostumar com suas opções e memorizar coisas como pacman -Scc para limpar o cache.

Um exemplo claro de falha na resolução de dependências desencotradas é que logo depois da instalação ele aponta que o pacote linux-util-ng conflita com o e2fsprogs e que este será removido. Qualquer um que saiba algo sobre esse último se recusa a removê-lo. O problema se resolve facilmente atualizando o e2fsprogs, que curiosamente exige a atualização do linux-util-ng (vai entender).

às vezes tenho a impressão de que estou instalando coisa demais e me dá vontade de usar Gentoo e poder instalar o KDE sem instalar o samba ou o mysql, mas lembro da dor de cabeça que é atualizar um Gentoo e desisto.

Os repositórios são pequenos e não tem tudo que você imaginar. E nem precisam. O sistema te incentiva a construir PKGBUILDS e instalar através do source com o controle de dependências do pacman. Mas sinto falta de mais clareza quanto a onde está o tutorial para fazer PKGBUILDS na wiki do projeto.

O AUR tem praticamente de tudo. Os mais atualizados, sombrios e marginais pacotes podem ser achados lá. Inclusive coisas altamente instáveis e experimentais.

Encontrei lá plasmoids que não ia achar em lugar mais nenhum do universo. O snapshoot do Google Chrome, as versões svn com recursos novos de programas que eu uso como o choqok e versões com flags de compilação que desabilitam funções incomuns ou menos úteis, etc.

Mas há um defeito. A maior parte dos PKGBUILDS do AUR não funciona de primeira sem o yaourt. Eles tem uma parte do código que não funciona com um simples makepkg.

Por outro lado o yaourt é um excelente programa que unifica a instalação de aplicativos, já que ele instala programas tanto no AUR quanto nos repositórios. E ele pode ser rodado como usuário comum te perguntando a senha do root apenas na hora de instalar o pacote.

É trabalhoso instalar pacotes pelo AUR quando eles dependem de outros pacotes do AUR. O yaourt resolve isso, mas é cansativo ler os scripts de cada uma das dependências. Mas menos, muito menos que baixar os PKGBUILDS, e editá-los para que funcionem sem o yaourt.

Rodando o sistema padrão (KDE 4 com composição via kwin, amarok tocando música, Chrome com umas dez abas abertas, Bilbo blogger aberto bem como Choqok e compilando o gimp em segundo plano) uso 860M de memoria e 100% de processador, mas sem engasgos e com tudo fluido.

Meu processador é um Celeron 1600 Mhz EMT64 de um único núcleo. por experiência própria, em i686 tenho que escolher entre compilar um código e ouvir música.

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